…e ela encontrou a porta fechada.

Mas não se importou com isso. Porque ela era (e ainda espero que seja) destas que não se importa com pequenas coisas. Simplesmente seguiu seus instintos e meteu a mão na maçaneta. E abriu.

Dito assim, parece coisa pouca, fácil de ser feita. Mas essa não era uma maçaneta qualquer. Aquela porta não era aberta há algum tempo já, por dentro dela existiam marcas, marcas antigas…..sofrimentos passados. Sem ligar pra nada disso (já que ela também tinha sua cota de mágoas passadas), ela continuou seu caminho corredor adentro. Descobrindo novas coisas, experimentando, testando, agradando.

E de repente, as marcas antigas já não faziam mais tanto sentido assim. Tudo se tornou meio etéro, lépido e intenso demais para apenas algumas semanas (ou deveria dizer dias?!?). As mágoas passadas se tornaram palavras na noite. Palavras que só tinham importância porque nos levavam para onde estávamos. E o que importava era estarmos juntos. Mas ela era mais profunda do que teimava em acreditar. Ela não quis que as mágoas que havia sofrido fossem lavadas por ele. Ela não acreditava tanto nessa possibilidade. Preferia ficar encerrada em seus pensamentos e sensações, se recusava a ver a beleza que escondia por trás daqueles olhos cor de carvalho.

Ele tentou abrir a porta, várias vezes. Mas aquele era o momento dela. Era a vez de ela se fechar. E ele que sempre foi acostumado a abrir portas enquanto mantinha as suas muito bem trancadas, de repente se viu como um menino em frente a uma grande montanha russa. Sem saber o que fazer.

Tentou, por várias vezes, todos os dias, fazê-la se sentir melhor. E gosta de acreditar que, pelo menos por mais alguns dias, ela foi feliz.  (Homem do Cafezinho)

PS.¹: Esse post é dedicado a alguém especial que está indo embora. Mesmo longe, saiba que nunca estaremos mais distantes do que um pensamento.

PS.²: Continuo esperando a Tia do Café reaparecer de seu retiro espiritual…

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Published in: on fevereiro 4, 2009 at 1:51 pm  Comments (6)  

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6 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Sei que não acredita em perfeição. Mas não existe outra definição pra esse post: PERFEITO! (… longo suspiro com um único, em toda a concepção da palavra, dono…)

  2. Bom, esse post eu identifiquei com uma história minha…
    Acho que posso dizer que ela foi feliz sim. Pelo menos um pouco.

    Beijos

  3. Um dia eu ainda consigo escrever bem assim, viu? Tava com saudade de ler você. E se eu ganhasse uma despedida destas, faria questão de que fosse um “até logo” ao invés de um adeus.

    Beijo!

  4. Fê: Penso mesmo, perfeição não existe, mas a gente está sempre buscando chegar mais perto.

    Lekk: Identificações são corriqueiras entre nós, não!?!? Também acho que ela acabou sendo feliz…

    Aline: Obrigado pelo elogio, mas nem escrevo tanto assim, a inspiração é que ajuda. Todos torcemos por um “até breve”, o mais breve possível!!!!

    Beijos a todas.

  5. Belo post, Homem… depois de palavras como essas, impossível não imaginar que alguém tenha sido feliz…

    Beijo…

  6. saudade. ponto.


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